Esclerose múltipla
  

 
 
 
Definição
É uma doença provavelmente autoimune, onde há destruição da mielina (envoltório dos axônios dos neurônios que fazem o impulso nervoso correr em alta velocidade) por autoanticorpos. Com esta destruição, o impulso nervoso corre vagarosamente, alterando a função cerebral e dos nervos. Estudos epidemiológicos mostram que a esclerose múltipla é muito mais comum em pessoas decendendes do oeste europeu, zonas temperadas. Fatores genéticos, dietéticos e ambientais estão relacionados com esta estatistica. Há associação com antígeno HLA-DR2.

Patologicamente há uma desmielienização perivenular focal com gliose reativa disseminada pela substância branca dos cérebro, da medula espinhal e do nervo óptico.


Diagnóstico
 Sintomas iniciais costumam ser  fraqueza, formigamento e dormência em uma membro ( braço ou perna); paraparesia espástica (lesão dos motoneurônio superior); neurite retrobulbar levando a diminuição da acuidade visual e até ambliopia ( cegueira temporária); diplopia por paresia do m. reto medial unilateral (estrabismo divergente) ;desequilíbrio, distúrbio esfincteriano (incontinência fecal/urinária). Os sintomas tendem a desaparecer em poucos dias ou semanas.

Exame físico:

Mental - Apatia, falta de julgamento, desatenção, euforia, choro súbito

Olhos - Atrofia do nervo óptico, oftalmoplegia com diplopia ( pares III, IV, VI), papila óptica congesta.

Motor - Sinal de Babinski positivo e clono, hiperrreflexia dos reflexos profundos. Reflexos superficiais abdominais estão diminuídos. Ataxia, espasticidade. Tremor de intenção cerebelar, hemiplegia.Tríade de Charcot - Fala escandida, tremor de intenção e nistagmo. É um sinal de doença avançada no cerebelo.

Sensorial - Parestesias de mãos e pés, hemianestesia.

Sinal de Lhérmitte - flete os pescoço do paciente com força  e ele sente um choque na medula. 

FORMAS CLÍNICAS - 

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM:

Padrão outro : Ressonância magnética (RNM)  do cérebro e medula espinal. Observa-se placas na substância branca mais comumente periventricular, sendo pretas em T1 e brancas em T2 e em múltiplos locais na medula espinal.

ESTUDOS LABORATORIAIS:




Prognóstico e Tratamento


Não há como impedir a progressão da doença. O que é possível fazer é acelerar a recuperação durante a fase aguda inicial ou relapsante. Usa-se para este fim, corticosteróides (metilprednisolona 1g EV por 3 dias seguidos de  prednisona 80 mg V.O diário por 1 semana, mantendo o medicamento por mais 3 semanas diminuindo progressivamente a dose).

Uso de beta interferon reduz a freqüência de exarcebações.

Estudos recentes mostram benefício de ciclofosfamida e azatioprina em retardar as evolução crônica.

 

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