Atualizado pelo Current 2001
L.Mielóide Crônica ( LMC):
Alta proliferação de células maduras ou diferenciadas. A hiperproliferação de leucócitos é vertical, de evolução lenta, restando funções fagocíticas e quimiotáxicas.
Incidência : Pico de incid. entre 30-60 anos, proporção homem/mulher de 1,7:1. Mais raro em adolescentes.
Sua fisiopatologia está relacionada com a troca entre cabeça-cauda do cromossoma 9 com o cromossoma 22., diagn. pela citogenética - reconhece cromossomo filadélfia ( cromossomo.22 encurtado) ou gene bcr-abl.
Quadro Clínico
Sintomas de início insidioso.Pode levar anos de forma assintomática até se tornar clinicamente exuberante ou evoluindo para a crise aguda blástica terminal, que quase sempre é fatal.
Anemia não é tão freq.
Tromboses arteriais podem levar aos primeiros sintomas isquêmicos no cérebro, coração ( coronária), pertubações visuais, trombose venosa, priapismo.
Mal-estar, perda de peso,suor noturno,fadiga, sensação de massa no hipoc. esquerdo, saciedade precoce e febre baixa constante devido ao estado hipermetabólico. Aumento do volume abdominal devido a esplenomegalia.
No exame físico constuma se detectar um baço palpável ( frequentemente muito aumentado) e hipersensibilidade no esterno como sinal de expansão da doença na medula.
Casos extremos - quando a leucocitose chega a 500.000/mm3, o paciente apresenta visão turva, alteração do estado mental, estresse respiratório, priapismo devido a leucostase.
Transformação aguda terminal ( fatal) - Febre inexplicada, dores ósseas e articulares, sangramentos ( piora plaquetopenia), tromboses,manifest. neurológicas, anemia intensa ( insuficiência medular), infecções, sepse. Há uma rápida elevação de blastos no sangue, e basófilos. Baço maior que 10cm do rebordo costal.
Ocasionalmente hepatomegalia branda. Na maioria dos pacientes o ex. físico não mostra nada. Linfadenopatia é muito rara,só ocorrendo nas casos mais graves e terminais.
EXAMES:
Estudo da medula óssea:
Hiperplasia - Proliferação granulocítica de todas as linhagens em todos os estágios de maturação. Oitenta a 90% de cels. granulocíticas, 10% sendo as formas jovens ( mieloblastos e promielócitos).
Sangue : Hiperleucocitose ( geralmente acima de 100.000 leuc/mm3) e um intenso desvio à esquerda. Há grande aumento de células maduras, poucos promielócitos e blastos ( menos de 5%). Quando há eosinofilia dos granulócitos há um pior prognóstico. Basofilia : péssimo prognóstico. Geralmente não há anemia e a morfologia das hemácias é normal. A contagem de plaquetas é usualmente normal, mas pode estar às vezes intensamente elevada. A morfologia dela é usualmente normal, mas formas anormalmente grandes pode ser vista ( macroplaquetas).
Fosfatase alcalina dos leucócitos ( estudadas sobre lâmina) se encontra baixa 9, inferior a 5.
Níveis de vit.B12 aumentados devido a elevação da secreção de transcobalamina III.
Ácido úrico elevado.
Níveis elevados de histamina - elevação de basófilos.
50% dos pac. apresentam fibrose medular demost. por coloração pela reticulina.
TRATAMENTO
Visa controlar a leucocitose. Tratamento com quimioterapia branda. Não se faz TMO. O TMO alogênico é a única forma curativa da doença, mas tem alta taxa de mortalidade precoce.
Quimioterapia citotóxica - hidroxiuréia ou bussulfan ( fibrose pulmonar e aplasia medular à longo prazo) era o tratamento padrão. Devia ser tomada um mês sem interrupção, pois caso parasse a droga, os leucócitos subiriam em poucos dias. Mas atualmente, o interferon alfa tem sido largamente usado como tratamento de escolha. A combinação deste com citarabina pode ser mais efetivo que o interferon isolado. Os melhores resultados são vistos com uma dose de 5000000 unidades/m2/dia por 5 anos, e em seguida, ir reduzindo gradativamente a dose. O benefício na sobrevida do paciente parece ser limitado a resposta a droga, visto através de clones Filadélfia negativos. Isto leva 6-18 meses para avaliar. Pacientes que alcançam resposta citogenética completa (10% dos pacientes) tem um excelente prognóstico, com sobrevida em 5 anos de 90% ,e aqueles que alcançam uma boa resposta ( <35% de Filadélfia-positivos) , também se beneficiam com sobrevida em 5 anos maior que 60%.
O único tratamento curativo ó o transplante alogênico de medula óssea ( M.O.). Está disponível para adultos abaixo de 60 anos que tem irmãos HLA-compatíveis. Os melhores resultados são quando o transplante é feito até 1 ano após o diagnóstico (70% de chance). Paciente que realizam tranplante com pessoas HLA compatíveis, mas não irmãos, tem chance de cura de 60%..
Alopurinol previne nefropatia por uratos.
L.Linfóide Crônica ( LLC):
É um distúrbio linfoproliferativo caracterizado pela proliferação e acúmulo de linfócitos neoplásicos maduros. Ocorre acima dos 60 anos de idade.É 2x mais freq. em homens que mulheres.
Noventa porcento dos casos são linfócitos B ( dç monoclonal).
Quadro Clínico
Sintomas de início insidioso.Pode levar anos de forma assint. até se tornar clinicamente exuberante.
Fraqueza e fadiga secundário a anemia. Anemia indica mau prognóstico.
Linfadenopatia quase sempre presente ( o que é raro na LMC).
Esplenomegalia/hepatomegalia presentes.
Estadiamento:
Estágio O - linfocitose ( > 15.000/mm3) no S.P., M.O >40% de linf.
Est. I - Linfadenopatia
Est. II - Esplenomegalia/hepatomegalia
Est. III - anemia, Hb<11g/mm3
Est. IV - trombocitopenia; plaquetas < 100.000/mm3
EXAMES:
Estudo da medula óssea: Prolif. linfocítica alcançando todos os estágios de maturação com certo grau de preservação granulocítica. A medula possui mais de 30% de linfócitos bem diferenciados.
S.P. => Linfocitose periférica ( acima de 15.000/dl) de linf. bem diferenciados.
Hipogamaglobulinemia elevada LDH sérica elevada.
TRATAMENTO
Visa controlar a linfocitose. Tratamento com quimioterapia branda. Não se faz TMO. A bordagem terapêutica varia com o estagio:
Est. O - nenhum tratamento
Est. I e II - clorambucil, radioterapia local nas linfadenopatias sintomáticas.
Est. III e IV- Clorambucil com ou sem prednisona. Se resp. mal, dê fludarabina no lugar de clorambucil.
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