Estados
de Hipercoagulabilidade
- Existem situações em que o sangue apresenta uma capacidade de coagular-se,
até mesmo dentro dos vasos, o que leva a um grande problema de circulação
local. Trombose pode ser arterial como ocorre nas coronárias ( infarto) ,
em artéria intestinal ( infarto enteromesentérico), cerebral ( AVC ou infarto
cerebral) etc. ou pode ser venoso como ocorre nas tromboses venonas profundas
( fossa poplítea - com risco para embolia pulmonar e morte) ou seios da dura
mater, ou veia porta. O próprio pós operatório cria um estado de hipercoagulabilidade
pela reação de fase aguda, com aumento do fibrinogênio plasmático.
- O câncer está associado a tromboses arteriais e venosas. Há substâncias
procoagulantes que são liberadas das neoplasias, estimulam os fatores da coagulação.
Moléstias sangüíneas que aumentam a carga eritrocitária ( policitemia),
hemoglobinúria paroxística noturna estão associados a grande chance de tromboses.
- Estrogênios ( TRH, anticoncepcionais orais) nunca podem ser tomados
V.O. por pessoas com história de trombose ou grande tendência
para tal.
- Lupus anticoagulante - É um anticorpo IgG ou
IgM que produz in vitro prolongamento do PTTK ,mas que no entanto causa
uma grande tendência à trombose. Ocorre em 10% dos pacientes
com lupus. O Tempo de trombina e o nivel de fibrinogenio plasmático
são normais. Não há tendência ao sangramento. Há
VDRL falso positivo. Há grande tendência à abortos repetitivos.
Mulheres com esta moléstia que ficarem grávidas, devem tomar
aspirina 75mg/dia e heparina SC 10000UV 12/12Hrs para evitar esta complicação.
- Uso de warfarin - Pode provocar a síndrome da necrose dérmica
em paciente com deficiência invisível de proteína C. Por
isso sempre use heparina em qualquer paciente 5-7 dias antes do warfarin,
para previnir este acontecimento. Explicação : A proteína
C é responsável pela inativação dos fatores V
e VIII e é dependente de vitamina K. Como os cumarínicos inibem
a produção de vitamina K, acabam depletando o pouco que resta
da proteína C. Assim há função exacerbada dos
fatores V e VIII e que levam a microtromboses dérmicas.
- Deficiência de antitrombina III, proteína C e proteína
S;
- Presença do fator V de Leiden (É o fator V que não
reage à proteína C, assim, nao se consegui inibí-lo)
- Plasminogênio anormal ( é a proteína que vira plasmina
e degrada a fibrina)
Tratamento
Paciente que irá submeter-se à cirurgia e possui
fator de risco, deve-se fazer uma profilaxia pre e pos opertória - heparina
5000U SC 8/8 ou 12/12 hrs. Para canceros com alta chance de tromboses usar heparina
10000U SC 12/12 Hrs. Existe a opção de usar o clexane que é
a enoxiheparina ( baixo peso) 20-40 mg SC 1 vez ao dia e nao precisa de controle
laboratorial.
Pacientes com Deficiência de antitrombina III, proteína
C e proteína S, deve-se usar warfarin ( Marevan) pelo resto da vida.
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