1 - definição
No corpo humano existem diversos locais onde há
produção de células linfóides maduras que vão
agir no combate a agressores externos.
Alguns órgãos linfóides se encontram interpostos
entre vasos sangüíneos e vão dar origem a células
brancas na corrente sangüínea. Outros estão entre vasos
linfáticos, e vão “filtrar” a linfa e combater antígenos
que chegam até eles por essa via. Outros ainda podem ser encontrados
fazendo parte da parede de outros órgãos, ou espalhados pela
sua mucosa .
Os tecidos linfóides são classificados em primários
e secundários. Os primários representam o local onde ocorrem
asprincipais fases de amadurecimento dos linfócitos. O timo e a
medula óssea são tecidos primários, pois é
o local onde amadurecem o linfócitos T e B respectivamente. Os tecidos
primários não formam células ativas na resposta imune,
formam até o estágio de pro-linfócitos.
Os tecidos linfóides secundários são os que efetivamente
participam da resposta imune, seja ela humoral ou celular. As células
presentes nesses tecidos secundários tiveram origem nos tecidos
primários, que migraram pela circulação e atingiram
o tecido. Neles estão presentes os nodos linfáticos difusos,
ou encapsulados como os linfonodos, as placas de Peyer, tonsilas
baço e medula óssea. Devemos aqui destacar a medula óssea,
que é órgão primários e secundário ao
mesmo tempo.
Na figura 2.4 observamos os principais órgãos envolvidos
com o sistema imune e a sua localização anatômica.
Iremos agora descrever cada órgão do sistema imune e
ver a importância deste na resposta imune.
2 - Órgãos linfóides primários
2.1 - Timo
O timo é um órgão linfático que se localiza
no tórax, anterior ao coração. É dividido em
dois lobos, o direito e o esquerdo (fig 2.5). É reverstido por uma
cápsula fibrosa, que histologicamente vai penetrando pelo parênquima
tímico e formando os septos conjuntivos que vai dividindo os lobos
em inúmeros lóbulos. Sobre esta cápsula aparece um
aglomerado de adipócitos que forma o tecido adiposo extratímico.
Os lóbulos tímicos pode ser evidenciado duas zonas, a
zona medular e a zona cortical (fig 2.6) . A zona cortical, que é
a mais periférica, apresenta os linfócitos T em maturação
e a zona medular possui tecido conjuntivo frouxo e células reticulares
epiteliais. Estas células reticulares epiteliais possuem prolongamentos
que envolvem grupos de linfócitos em diferenciação
na cortical e também formam estruturas de células concêntricas
denominadas de corpúsculo de Hassal, cujo centro pode calcificar-se
devido a morte de células centrais.
O timo se origina no embrião a partir da 3a bolsa faríngea
de cada lado do corpo. Nesta bolsa se formam tubos de células epiteliais
que vão crescendo em forma de cordões para baixo até
o tórax. Os cordões perdem a comunicação com
sua origem e se transformam na medular do timo. Cada cordão representa
a medular dos lóbulos de cada lobo (direito e o esquerdo). As células
reticulares emitem prolongamentos ( células reticulares epiteliais)
e formam os septos, corpúsculos de Hassal e as áreas
onde vão ser ocupadas pelos linfócitos T em maturação
na cortical. Depois do desenvolvimento do estroma do órgão,
surgem as células fontes que vieram do fígado e do baço
do embrião. Começa a partir daí a formação
de pro-linfócitos T. Esta é a fase hepatoesplenicotímico,
e esta presente o segundo mês de vida intra-uterina.
Entre os lóbulos tímicos aparecem diversos espaços
chamados espaços intralobulares. Neste espaços passam vasos
sangüíneos e também vaso linfáticos eferentes.
São encontrados poucos vasos linfáticos, sendo todos eferentes.
As artérias chegam ao órgão e ramificam-se em arteríolas
e capilares no parênquima cortical. Esse capilares terminam na medular
de cada lóbulo onde se originam as vasos venosos do timo e
os vasos linfáticos. Estes últimos penetram nos espaços
interlobulares e saem pela cápsula do timo. É importante
destacar aqui a barreira hematotímica presente somente na cortical
dos lóbulos. Esta barreira se refere a pouca permeabilidade dos
capilares aos linfócitos da cortical. Estes capilares possuem fortes
junções oclusivas entre as células endoteliais e impede
que os linfócitos ainda em processo maturação saem
para o sangue. Quando os linfócitos atingem a fase de pro-linfócitos
ou ainda linfócitos maduros não ativos, eles caem na medular
onde penetram nas vênulas (estas não tem barreira) indo para
veias, ou vasos eferentes linfáticos e saem do órgão
em direção aos tecidos linfóides secundários.
O timo é um órgão que no recém-nascido
esta no seu maior tamanho. Ele chega a pesar 30 gramas e cresce até
a puberdade. A partir da puberdade o timo começa a involuir até
chegar a 10 gramas no idoso. No recém nascido, o timo é grande
devido ao desenvolvimento dos órgãos imune secundários,
pois esses possuem áreas timo-dependentes que tem que ser preenchidas
pelos linfócitos T. Na puberdade essas áreas já
estão preenchidas, havendo apenas as substituições
de lintócitos que saem pelos novos que vem do timo.
A função do timo é promover a maturação
dos linfócitos T que vieram da medula óssea até o
estágio de pro-linfócitos que vão para os outros tecidos
linfóides, onde se tornam ativos para a resposta imune. Porém,
o timo também dá origem a linfócitos T maduros que
vão fazer o reconhecimento do organismo para saber identificar o
que é material estranho ou próprio do organismo. Outra
função importante do timo é a produção
de fatores de desenvolvimento e proliferação de linfócitos
T, como a timosina alfa, timopoetina, timulina e o fator tímico
humoral. Estes fatores vão agir no próprio timico ( hormônios
parácrinos) ou agir nos tecidos secundários (hormônios
endócrinos), onde estimulam a maturação completa dos
linfócitos.
Se houver uma timectomia no indivíduo, haverá uma deficiência
de linfócitos T no organismo, e ausência das áreas
timo-dependentes nos órgãos secundários.
2.2 - Medula Óssea
Neste ítem iremos considerar a medula óssea como órgão
primário e posteriormente no ítem 3.2 descreveremos
a medula óssea como órgão secundário.
A medula óssea é constituída por céulas
reticulares, associadas as fibras reticulares, que juntos dão o
aspecto esponjoso da medul e tem a função sustentadora e
indispensável ao desenvolvimento das células que participam
da hemopoese. No meio deste tecido reticular encontramos uma enorme quantidade
de capilares sanguïneos sinusóides, com grandes poros que permite
a saída de células maduras.
Na tecido reticular encontramos diversos tipos de proteínas
de adesão, sendo a hemonectina a mais importante para segurar as
células em processo de maturação. A liberação
das células para o sangue é feito por estímulos (fatores
estimulatórios de liberação), sendo o componente C3b
do complemento, glicocorticóides, androgénios e algumas toxinas
bacterians os fatores mais significantes.
A medula realiza a hemocitopoese e armazena ferro para a síntese
de hemoglobina, formando hemácias e leucócitos para o sangue
no terceiro mês vida, com a ossificação da clavícula
do embrião. N adulto, os ossos longos e a pelve são ossos
que efetivamente produzem sangue.
A medula como órgão linfóides primário
é capaz de formar pro-linfócitos que vem das
células totipotentes (leia capítulo I). O Pro-linfócito
não é capaz de realizar uma resposta imune, então
se dirige aos órgão secundários para se desenvolver.
A célula multipotente mielóide e linfoblastos T irão
ao timo para formar linfócitos T.
3 - Órgão linfóides secundários
3.1 - Linfonodos
Linfonodos são órgãos pequenos em forma de feijão
que aparecem no meio do trajeto de vasos linfáticos. Normalmente
estão agrupados na superfície e na profundidade nas partes
proximais dos membros, como nas axilas, na região inguinal, no pescoço...
Também encontramos linfonodo ao redor de grandes vasos do organismo.
Eles “filtram” a linfa que chega até eles, e removem bactérias,
vírus, restos celulares, etc.
O sistema linfático consiste em um conjunto de vasos que possuem
válvulas e se distribuem por todo o corpo, com exceção
de alguns órgãos como o cérebro, com a função
de drenar o líquido intersticial que não retornou as
vênulas, e coletar também restos celulares e microorganismo
que estão no tecido. Os vasos linfático do corpo acabam desembocando
em dois ductos principais: o ducto torácico e o ducto linfático
direito, que desembocam na na maioria das vezes, na junção
da jugular externa com a veia subclávia.

Esses órgãos são revestidos
de uma cápsula de tecidos conjuntivo, que emite ramos internos,
dividindo os linfonodos em lóbulos incompletos.
Os linfonodos ( figura abaixo) são
órgãos com uma parte convexa, onde chegam os vasos linfáticos
(aferentes) e uma face côncava, que é o hilo. No hilo chega
uma artéria nutridora e sai uma veia e um vaso linfático
eferente, que se continua o seu trajeto.
Na figura abaixo, está esquematizando a estrutura interna dos
linfonodos, e também as divisões histológicas de cada
parte. Dividimos o parênquima do órgão em córtex
e medula.
Esta figura ilustra a estrutura interna de um linfonodo cortado transversalmente.
A parte côncova (hilo) sai uma veia que drena
o sangue dos linfodos e um vasos linfático eferente. Os canais brancos
(seios capsulares) representam o local onde circula a linfa, que drenam
para os seios peritrabeculares ( são os canais ao redor dos septos)
correndo em direção à medular, onde se originam os
vasos eferentes. Uma artéria também entra neste local para
nutrir os tecidos dos linfonodos. Observe o aspecto reticular (trabecular)
da zona medular,e a pobreza de células linfóides. Na
cortical aparecem nódulos em aspecto tridimensional, e à
direita no alto da figura é mostrado de perto um nódulo separado,
no qual se pode observar uma região mais escura periférica
e a a região mais clara (centro germinativo) no centro.
No córtex encontramos nódulos linfáticos,
ricos em linfócitos B em processo de maturação. A
morfologia desses nódulos é interessante: eles possuem um
centro germinativo mais claro e uma zona cortical mais densa. Isto ocorre
porque os linfócitos B do centro germinativo estão no estágio
inicial da maturação, ou seja, são ainda pro-linfócitos.
Já os linfócitos B da zona periférica estão
mais maduros, com a cromatina mais densa. Vários septos dividem
o córtex em lóbulos incompletos. Ao lado desses septos aparecem
os seios peritrabeculares. É através deste seio que a linfa
entra em contato direto com os lóbulos e atinge a medular. A região
cortical fica vazia nos linfonodos em indivíduos com
deficiência de linfócitos B.
E os linfócitos T, onde estão? Os linfócitos T
são encontrados numa região que fica entre o córtex
e a medular, chamada de região paracortical .. Neste
local , os pro-linfócitos T viram linfócitos T maduros e
capazes de realizar a resposta imune. Esta região está ausente
quando o indivíduo é submetido a uma timectomia ou
apresenta a síndrome de Di George.
Os linfonodos estão completamente “vazios” de células
linfóides em indivíduos com imunodeficiência combinada
grave, pois ocorre uma ausência generalizada de linfócitos
B e T.
A medular possui um aspecto trabecular e se citua no centro do órgão.
Nele encontramos numerosos macrófagos, plasmóticos disseminados
e linfócitos maduros que estão “prontos” para sair
do linfonodo e se dirigir ao local de ação. As células
maduras saem pelas veias e v. linfáticos eferentes e atingem a circulação
sangúínea e linfática.
Abaixo da cápsula de tecido conjuntivo, que cobre o órgão
notamos um espaço chamado de seio subcapsular, onde corre a linfa.
Os vasos linfáticos aferentes desembocam ai, sendo o primeiro local
de contato do linfonodo com a linfa. Por esse fato é importante
notar que aparecem células apresentadoras de antígenos chamadas
de células dendríticas (dendríticas porque tem uma
aspecto ramificado) que pertencem ao SMF. Essas células fagocitam
os antígenos que chegam pela linfa, e vão apresentar seus
epítopos para os linfócitos B ou T maduros que estão
no parênquima do órgão. Desenvolve-se então
uma resposta imune. Os linfócitos ativados proliferam-se e atacam
os antígeno que chegam ao órgão. Os Linfócitos
também saem do órgão para a linfa e vão para
a circulação sangüínea se dirigir ao local de
ação.
A resposta imune que se desenvolve nos linfonodos, dependendo do antígeno,
faz com que os linfonodos aumentem de tamanho, devido à grande proliferação
dos linfócitos. Este processo de hipertrofia dos linfonodos é
chamado de adenite, ou linfadenite. Quando o processo é bem patológico
e específico, o linfonodo pode crescer muito (crescimento exagerado)
e nesse caso é chamado de adenomegalia.
Linfonodos satélites são linfonodos que recebem a linfa
de uma parte determinada do corpo, cituados geralmente nas extremidades
proximais dos membros , ou próximo a um órgão interno
como pulmão (linfonodos traquebroquiais) e intestino (linfonodos
mesentéricos) . Os linfonodos satélites da coxa estão
na região inguinal e os linfonodos na perna estão nos linfonodos
tibial anterior, e poplíteos, por exemplo. É importante que
sabiamos a localização anatômica destes linfonodos,
pois se encontrarmos uma linfadenite nos linfonodos inguinais, provavelmente
esta ocorrendo uma infecção ou carcinoma no membro inferior.
Carcinoma é uma neoplasia maligna que tem origem no tecido epitelial
de um órgão, como a pele. Eles costumam dar metástases
por via linfática e atingir os linfonodos satélites, malignizando-os.
Se ocorrer essa metástase, há necessidade de se retirar os
linfonodos para que eles não sejam fonte de crescimente para as
células neoplásicas, que podem a partir daí se espalhar
para os resto do corpo.
3.2 - Baço
O baço é um órgão maciço avermelhado,
de consistência gelatinosa, situado no quadrante superior esquerdo
do abdômen. É o maior órgão linfático
secundário do organismo e tem como função imunológica,
a liberação de linfócitos B, T, plamócitos,
e outras células linfóides maduras e capazes e capazes de
realizar uma resposta imune para o sangue e não para a linfa.
O baço esta envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo,
que emite septos (trabéculas) para o interior do órgão.
Estes septos não delimitam lóbulos completos no órgão,
mas formam o arcabouço (estroma) do órgão. O parênquima
do baço é dividido estrutural e fisiologicamente em duas
regiões: a polpa branca e a polpa vermelha.
A polpa branca se refere aos pontos branco que encontramos no corte
histológico do baço. Esses pontos são os corpúsculos
de Malpighi. Este corpúsculo é que dá a função
de órgão linfóide ao baço. Ele representa o
sítio de maturação dos linfócitos. No centro
encontramos o centro germinativo que é o local onde existem linfoblastos
e pro-linfócitos B em diferenciação. Já na
perferia existem linfócitos maduros prontos a realizar alguma resposta
imune, que podem sair para o sangue. O corpúsculo recebe no centro
uma arteríola, chamada arteríola da polpa branca. Ao redor
dela encontramos a bainha periarterial, que é o local onde estão
os linfócitos T (pro-linfócitos T) em processo de maturação
e desenvolvimento.
A polpa vermelha é o restante do órgão, que tem
a coloração bem vermelha, devido a alta concentração
de hemácias no órgão.O baço é um órgão
que armazena sangue, e lança estas hemácias para circulação
no caso de necessidade (sob estímulo da adrenalina liberada numa
situação de estresse/alerta), pois o organismo necessita
de mais oxigênio para o metabolismo. Na polpa vermelha encontramos
diversas cadeias de células que formam os cordões de Bilroth,
formados por macrófagos, plaquetas, plasmócitos, células
reticulares. A célula reticular é a célula que sustenta
fisicamente a polpa vermelha, pois sem ela, a polpa vermelha se “desmancharia”em
um caldo de hemácias.
Sua irrigação sangüíena é terminal,
ou seja, recebe uma artéria terminal (artéria lienal), que
sai do tronco celíaco, ramo da artéria aorta abdominal. A
artéria lienal entra pelo hilo do baço e se divide em ramos
que vão seguindo os septos (trabéculas) atingindo o interior
do órgão. A partir desses ramos surgem as arteríolas
da polpa branca (fig.abaixo) 2.7) que penetram no corpúsculo de
Malpighi. Quando saem da polpa branca, elas se ramificam e desembocam em
sinusóides esplênicos localizados na polpa vermelha. Nestes
sinusóides estão hemácias armazenadas e estão
localizadas entre os cordões de Billroth. Os macrófagos
dos cordões realizam a hemocaterese, ou seja, fagocitam hemácias
“velhas” que chegam ao baço.

Figura feita por computação gráfica,
( expresso aqui em baixa resolução , visando a melhora do
desempenho da página) ilustrando a estrutura básica
do baço. Podemos observar o corpúsculo de Malpighi, cuja
perfieria está mais condensada, pois os linfócitos B
já estão maduros e o centro ( mais claro) estão em
processo de diferenciação. Veja as arteríolas da polpa
branca passando no centro do corpúsculo. Os septos em lilás
vieram da infiltração de tecido conjuntivo a partir
da cápsula que reveste externamente o órgão. Os pontos
vermelhos são as hemácias dentro dos seios esplênicos.
Veja os cordões de Billroth preechendo quase todo o parêquima
na polpa vermelha.
Drenando o sangue dos sinusóides, surgem as vênulas esplênicas que se juntam e formam a veia esplênica que sai do baço pelo hilo. A veia esplênica forma junto com a veia mesentérica inferior, a veia porta que segue para o fígado. É importante saber que a v. esplênica tem ligação importante com a v. porta, pois no casos de uma hipertensão portal, a pressão se eleva no sistema venoso do baço, que sofre uma hipertrofia, levando a esplenomegalia. A hipertrofia do baço pode levar a anemia hemolítica, pois o SMF poderá estar em maior atividade, destruindo mais hemácias.Por isso é necessária a esplenectomia em pacientes com esferocitose ( hemácias em forma de esferas por instabilidade de proteínas da membrana), pois essa hemácias anormais são facilmente fagocitadas.
3.3 - Medula óssea
A medula óssea pode ser considerada também como órgão linfóide secundário por receber linfócitos T que se desenvolveram no timo e migraram para a medula. Também encontramos plasmócitos e linfócitos B maduros na medula, que estão “prontos” para agir e realizar alguma resposta.
3.4 - Tonsilas e Placas de Peyer
As tonsilas são aglomerados de nódulos linfáticos
revestidos apenas de epitélio. As tonsilas eram conhecidas como
amigdalas, e estão localizadas na cavidade bucal ( tonsilas palatinas)
próximas ao arco palatofaríngeo, na parte posterior da língua
(tonsilas linguais) , e na parte posterior da nasofaringe encontramos as
tonsila faríngeas.
O epitélio é do tipo estratificado não queratinizado
plano, que emite centenas de invaginações para o interior
e forma as chamadas cristas. Estas cristas aumentam a área de contato
com a muscosa, sendo um local rico em bactérias e detritos.
Os folículos ( das tonsilas e das Placas de Peyer) são
típicos, semelhante ao dos linfonodos, com o seu centro germinativo
e zona periférica com linfócitos B maduros.
As Placas de Peyer também são aglomerados de nódulos
linfáticos localizados principalmente na mucosa do íleo
abaixo das glândulas de Leiberkühn, mas podem atingir a submucosa
se a muscular da muscosa estiver dissossiada. Elas têm a mesma atividade
que as tonsilas.
A função mais característica das tonsilas
e das placas de Peyer é a produção de plasmócitos
que secretem IgA-secretória para a mucosa, protegendo a mucosa da
agressão de micróbios que estão fazem parte da microbiota
normal ou micróbios patogênicos que possam vir junto com os
alimentos. Se todas as tonsilas forem retiradas do indivíduo,
a microbiota normal pode sofrer um desequilíbrio biológico
e começar a proliferar excessivamente, dondo chance às bactérias
oportunistas. Se o indivíduo for um protador são de pneumococo
( patogênico), poderá (devido ao desequilíbrio)
manifestar pneumonia aguda. Os alimentos que ingerimos contém diversos
tipos de bactérias , que devem seratacadas pelas IgA-secretória.
Este isotipo depois de produzido pela célula, a IgA atravessa a
membrana do epitélio através da ligação com
um receptor de superfície. Ao se ligar a este receptor, o complexo
é endocitado pela célula, a travessa o citossol para ser
liberado na luz do órgão.
A amigdalite ou tonsile é a inflamação das tonsilas,
que resulta numa hipertrofia do órgão. As tonsilas são
atacados por agentes viróticos ou bacterianos, que desencadeiam
respostas inflamatórias, com estímulo para hiperprodução
de linfócitos. Os folículos aumentam de tamanho, a tonsila
fica vermelha e muito dolorida. Os linfócitos B estão muito
ativados e se diferenciando em plasmócito para produzir anticorpos
que ataquem os agressores. O pus que se forma ( mais freqüente nas
cristas) resulta da morte de leucócitos que morreram no ataque e
de muco.
No organismo humano iremos encontrar diversos nódulos linfáticos
difusos, que não formam nenhum órgão característico,
e que tem funções semelhantes a tonsila. Por exemplo, na
boca, na trato genitourinário, na estômago, no intestino,.
encontramos nódulos na mucosa, revestido pelo epitélio.